sábado, 12 de setembro de 2009

ESCOLA PAROBÉ: A PROVA DE FOGO!

Eu ensaiava bastante. Já podia contabilizar uma lista de mais de vinte acordes aprendidos. Confesso que o difícil mesmo eram as malditas "pestanas".
Passei para o segundo grau. Fui estudar na Escola Técnica Parobé em Porto Alegre. A princípio passei na prova de seleção para o curso de Eletrônica (o que mais tarde acabei trocando para Edificações).
Foi no curso de edificações que literalmente chutei o balde. Levava o violão para a escola e ao invés de estudar, matava as aulas e ficava no pátio em rodinhas improvisadas, tocando violão e cantando com o pessoal. Foi numa dessas rodas de viola que conheci Bianca Fachel. Uma menina baixinha, gordinha e bastante popular no colégio. Era conhecida como a "Baixinha do violão". Ela tocava e cantava muito bem. Não tinha como não se aproximar.
Um dia, ela chegou na roda de viola e me disse: "Tu sabe tocar Na estrada da Marisa Monte"? Eu disse: "Sei". "Então toca ai que eu canto". Foi ai que iniciamos uma amizade extremamente musical. Todo dia a gente cantava uma canção diferente. Fui me soltando e começando a fazer tímidos backing vocals. Ela me incentivou bastante. Então cantamos uma música em dueto: "Flores" dos Titãs.
A galera gostou tanto que pediam músicas todos os dias. Por insistência do público, fomos cantar no Bar do Jerry (que ficava dentro da escola). Todo dia tinha show de Márcio e Bianca. O que não ia bem nessa época eram as notas de matemética, física e química. Lembro que minha mãe ficou uma arara comigo pois eu só queria saber de tocar violão e nada de estudar.
Tudo fase. Por pior que eu estivesse, sempre passava de ano. E a música sempre conquistando um enorme espaço na minha vida...

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