Depois de anos juntos, Ana e eu resolvemos noivar. Naquele momento vi que a coisa estava mais séria do que imaginava. Noivado era o primeiro passo para um casamento.
Ana havia saido de casa para morar comigo (na casa dos meus pais). Vivíamos num clima de romance. Começamos a comprar utensílios para o lar. Quem diria, eu comprando utensílios para a minha casa!
Lembro que a primeira coisa que comprei foi um ferro de passar roupa. Juntos fomos a uma loja e escolhemos um fogão. Logo depois veio a geladeira. A sala da minha mãe já estava intransitável.
Um ano se passou e marcamos a data do casamento. Seria no dia 17 de maio de 2001, só no civil, pois a igreja estava cobrando os olhos da cara (mais arranjos, padre, salão...).
Faltando um mês para o casório, nós alugamos uma mini-casa na mesma rua onde morávamos. Foi tudo escondido, pois minha mãe achava que iríamos morar na casa dela.
A casinha era uma espécie de JK (aqueles micro apartamentos). Tinha um quarto, um banheiro, sala/cozinha (juntos) e uma área de serviço. Para duas pessoas estava ótimo, e o aluguel estava em conta.
O pessoal do trabalho fez uma "vaquinha" e com a grana compraram um edredon, uma batedeira e um liquidificador. Minha madrinha Jô me deu uma TV e assim fomos montando nossa casinha.
Dia 17 de maio de 2001 casamos no civil. Para minha surpresa, Ana apareceu no cartório vestida de noiva e com buquê na mão. Foi tudo maravilhoso. Casamos à tarde e a noite fomos recepcionar os convidados em um restaurante.
O restaurante Ravena, no bairro Menino Deus, foi palco dessa festa. Outra surpresa: 95% dos convidados compareceram, o que nos levou a crer que somos muito bem quistos por todos. O salão ficou lotado. O Coral Porcergs nos homenageou e cantou várias canções.
Foi uma noite inesquecível. Depois de três anos, acabei casando com minha melhor amiga!
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